O que você estuda
A grade estrutura-se, conforme a Resolução CNE/CES nº 4/2017, em um Eixo de Formação Estruturante que abrange teorias das relações internacionais, política externa, história das relações internacionais, economia política internacional, estudos estratégicos e de defesa, ciência política, direito internacional e instituições multilaterais, complementado por Trabalho de Conclusão de Curso obrigatório.
Teoria e história das relações internacionais
Fundamentos para compreender como o sistema internacional funciona e como evoluiu ao longo do tempo.
- Teorias das Relações Internacionais (realismo, liberalismo, construtivismo)
- História das Relações Internacionais
- Ordem Mundial Contemporânea
- Política Comparada
Política externa e estudos estratégicos
Análise das decisões de política externa dos Estados e das dinâmicas de segurança e defesa.
- Política Externa Brasileira
- Segurança Internacional e Estudos Estratégicos
- Defesa Nacional
- Conflitos Internacionais e Resolução de Disputas
Economia política internacional
Relação entre poder político e economia global: comércio, finanças e desenvolvimento.
- Economia Política Internacional
- Comércio Internacional
- Finanças Internacionais
- Desenvolvimento e Cooperação Internacional
Direito e instituições internacionais
Normas jurídicas que regem as relações entre Estados e o papel das organizações multilaterais.
- Direito Internacional Público
- Direito Internacional Privado
- Direitos Humanos Internacionais
- Instituições, Regimes e Organizações Internacionais (ONU, OMC, FMI)
Prática e pesquisa
Componente de aplicação e produção acadêmica obrigatório, conforme a DCN do curso.
- Trabalho de Conclusão de Curso (monografia ou projeto de pesquisa)
- Estágio supervisionado
- Atividades complementares
- Simulações de organismos internacionais (NMUN/UFRGSMUN)
Disciplinas-chave
- Teorias das Relações Internacionais
- Política Externa Brasileira
- Economia Política Internacional
- Direito Internacional Público
- História das Relações Internacionais
- Segurança Internacional e Estudos Estratégicos
- Instituições e Organizações Internacionais
- Direitos Humanos Internacionais
Saídas profissionais
Carreiras que esta graduação prepara — o salário vem de cada profissão (dados reais do mercado).
Modalidades
- PresencialPermitida
Aulas, seminários e atividades práticas realizados integralmente na instituição de ensino.
- SemipresencialPermitida
Parte teórica cursada a distância, com encontros presenciais para atividades práticas, seminários e avaliações — autorizada pelo Decreto nº 12.456/2025 para cursos fora da lista de restrição.
- EaD (a distância)Permitida
Disciplinas cursadas predominantemente a distância, com no mínimo 20% de atividades presenciais ou síncronas e provas presenciais, conforme o Decreto nº 12.456/2025 — modalidade autorizada para Relações Internacionais.
Como ingressar e pagar menos
- •ENEM + SISU (vagas em universidades públicas federais e estaduais)
- •Vestibular próprio das instituições privadas
- •Processo seletivo interno para transferência ou reopção de curso
O curso de Relações Internacionais participa do ProUni (bolsas integrais e parciais para candidatos de baixa renda) e do FIES (financiamento estudantil) em instituições privadas participantes. A elegibilidade depende das vagas ofertadas pela instituição em cada processo. No Educabolsa, a taxa de ativação da bolsa garante o desconto negociado com a instituição parceira — não é mensalidade nem pagamento à faculdade.
- — O registro no Conselho Regional de Economia (Corecon) é voluntário, não obrigatório para exercer a profissão.
- — O concurso do Instituto Rio Branco (CACD) é aberto a qualquer bacharel, independentemente da área de formação; o edital define os conteúdos exigidos.
Regulamentação
O curso de Relações Internacionais é regido pela Resolução CNE/CES nº 4, de 4 de outubro de 2017, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais do bacharelado e define carga horária mínima de 2.700 horas, Eixo de Formação Estruturante obrigatório e TCC como componente curricular. A profissão não exige registro obrigatório em conselho de classe; o registro no Corecon (Resolução Cofecon nº 2.011/2019) é voluntário. O Decreto nº 12.456/2025 autoriza a oferta nas modalidades presencial, semipresencial e EaD.
Conselho: Corecon/CRE — registro voluntário (Resolução Cofecon nº 2.011/2019); não obrigatório para exercer a profissão
Resolução CNE/CES nº 4, de 4 de outubro de 2017 (DCN do curso de Relações Internacionais)
Mitos e verdades
Mito
Relações Internacionais forma só quem quer ser diplomata.
A diplomacia é uma das saídas, mas o bacharelado também habilita para carreiras em empresas multinacionais, organismos internacionais, consultorias, agências de fomento, ONGs e academia.
Mito
É preciso registro obrigatório em conselho de classe para trabalhar na área.
Não há obrigatoriedade. O registro no Corecon é voluntário, conforme a Resolução Cofecon nº 2.011/2019, e concede apenas uma carteira profissional diferenciada.
Mito
O concurso do Itamaraty é exclusivo para formados em Relações Internacionais.
O concurso do Instituto Rio Branco (CACD) é aberto a qualquer bacharel, independentemente da área de graduação; a formação em RI é estratégica pelo alinhamento curricular, não por exigência legal.
Verdade
O domínio de idiomas é decisivo na carreira de Relações Internacionais.
O inglês é indispensável; o espanhol é amplamente exigido; o francês é língua de trabalho em parte dos organismos internacionais e no próprio CACD do Itamaraty.
Perguntas frequentes
O que se estuda no curso de Relações Internacionais?
A grade, definida pela Resolução CNE/CES nº 4/2017, inclui obrigatoriamente: Teorias das Relações Internacionais, Política Externa, História das Relações Internacionais, Economia Política Internacional, Segurança e Estudos Estratégicos, Ciência Política, Direito Internacional e Direitos Humanos, e Instituições e Organizações Internacionais. O TCC é componente curricular obrigatório.
Quanto tempo dura o bacharelado em Relações Internacionais?
Quatro anos (oito semestres), com carga horária mínima de 2.700 horas estabelecida pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (Resolução CNE/CES nº 4/2017). Algumas instituições oferecem grades com carga superior ao mínimo legal.
Relações Internacionais pode ser feito a distância (EaD)?
Sim. Ao contrário de Medicina, Direito, Enfermagem, Odontologia e Psicologia — cursos para os quais o Decreto nº 12.456/2025 veda o EaD —, Relações Internacionais pode ser ofertado nas modalidades presencial, semipresencial e EaD. Na modalidade EaD, o decreto exige no mínimo 20% de atividades presenciais ou síncronas e provas presenciais.
Preciso me registrar em algum conselho de classe para trabalhar?
Não. A profissão de Relações Internacionais não exige registro obrigatório em conselho de classe. O registro no Conselho Regional de Economia (Corecon), previsto na Resolução Cofecon nº 2.011/2019, é voluntário e confere apenas uma carteira profissional diferenciada.
Como se torna diplomata com a formação em Relações Internacionais?
A carreira diplomática no Serviço Exterior Brasileiro é acessada pelo concurso do Instituto Rio Branco (CACD — Concurso de Admissão à Carreira Diplomática), aberto a qualquer bacharel. O curso de Relações Internacionais é estratégico porque o currículo é diretamente alinhado às matérias cobradas na prova, que inclui história, economia, direito e política internacional, além de produção textual em português e inglês.
Tem ProUni e FIES para Relações Internacionais?
Sim. O curso participa do ProUni (bolsas integrais e parciais) e do FIES (financiamento estudantil) em instituições privadas participantes. A disponibilidade de vagas depende de cada instituição e processo seletivo. No Educabolsa, a taxa de ativação da bolsa garante o desconto negociado com a faculdade parceira — não é mensalidade nem pagamento à instituição.
Quais idiomas são exigidos na área de Relações Internacionais?
O inglês é indispensável em praticamente todas as frentes da área. O espanhol é amplamente exigido para atuação na América Latina e em organismos como a OEA. O francês é língua de trabalho em parte dos organismos internacionais (ONU, UNESCO) e compõe uma das provas do CACD do Itamaraty. O curso em si não exige proficiência prévia, mas investir em idiomas ao longo da graduação é decisivo para a empregabilidade.
Fontes
- Resolução CNE/CES nº 4/2017 — DCN do curso de Relações Internacionais (DOU)
- Decreto nº 12.456/2025 — Nova Política de Educação a Distância (Planalto)
- Corecon-SP — Registro profissional de Relações Internacionais (voluntário)
- Padrões de Qualidade para os Cursos de Relações Internacionais — MEC/SESu
- Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) — MEC
- Diretrizes Curriculares de Graduação — MEC
Cursos relacionados
- Direito
- Ciencias Politicas
- Economia
- Administracao Publica