O que você estuda
A grade integra formação específica em jornalismo (mínimo de 50% da carga total, conforme as DCN), fundamentos teóricos da comunicação, contexto ético-legal da profissão, tecnologias e linguagens midiáticas e formação complementar com estágio supervisionado obrigatório.
Formação específica em jornalismo
Eixo central do curso, com mínimo de 50% da carga horária total segundo as DCN (Resolução CNE/CES nº 1/2013): técnicas e práticas da produção jornalística em diferentes suportes.
- Técnicas de Reportagem
- Redação Jornalística
- Apuração e Verificação de Fatos
- Edição e Revisão de Textos
- Jornalismo Impresso
- Jornalismo Digital
- Radiojornalismo
- Telejornalismo
- Produção Jornalística Multiplataforma
Fundamentos teóricos
Bases históricas e conceituais que fundamentam a prática e o pensamento jornalístico.
- História do Jornalismo
- Teorias da Comunicação
- Teorias do Jornalismo
- Estudos Culturais e Mídia
- Sociologia da Comunicação
Contexto ético, legal e profissional
Dimensões normativas e deontológicas que orientam a atuação do jornalista na sociedade.
- Ética Jornalística
- Legislação de Imprensa
- Direito da Comunicação
- Responsabilidade Social da Mídia
- Jornalismo e Democracia
Tecnologia e linguagens
Domínio das plataformas, ferramentas e linguagens que estruturam a produção jornalística contemporânea.
- Fotojornalismo
- Jornalismo Audiovisual
- Design de Informação e Infografia
- Produção Digital e Redes Sociais
- Jornalismo de Dados
- Assessoria de Comunicação
Formação complementar e prática
Componentes curriculares de aplicação, extensão e integralização, incluindo estágio obrigatório.
- Estágio Supervisionado Obrigatório
- Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
- Atividades de Extensão
- Disciplinas Eletivas
Disciplinas-chave
- Técnicas de Reportagem
- Redação Jornalística
- Ética Jornalística
- Teorias da Comunicação
- Telejornalismo
- Radiojornalismo
- Jornalismo Digital
- Fotojornalismo
- Jornalismo de Dados
Saídas profissionais
Carreiras que esta graduação prepara — o salário vem de cada profissão (dados reais do mercado).
Jornalista
→Atua em redações, agências de notícias, assessorias e mídias digitais; o exercício profissional requer registro no Ministério do Trabalho e Previdência, com carteira de identidade profissional emitida pela FENAJ (Lei nº 7.084/1982).
Salário médio R$ 4.732/mês
Escritor
→Produz livros, reportagens literárias, roteiros e outros conteúdos autorais; não exige registro obrigatório em conselho de classe, sendo a atuação reconhecida pelo mercado editorial e direitos autorais regidos pela Lei nº 9.610/1998.
Salário médio R$ 4.734/mês
Modalidades
- PresencialPermitida
Modalidade com aulas, laboratórios e estágio supervisionado realizados integralmente no campus; oferece maior contato com equipamentos de produção (câmeras, estúdios de rádio e TV) e com a rotina das redações.
- SemipresencialPermitida
Parte da formação teórica é cursada a distância, com atividades práticas, estágios e componentes de laboratório cumpridos presencialmente; a distribuição entre carga remota e presencial varia conforme o projeto pedagógico de cada IES, dentro dos parâmetros do Decreto nº 12.456/2025.
- EaD (a distância)Permitida
Formação predominantemente a distância com, no mínimo, atividades presenciais ou síncronas mediadas por tecnologia e provas presenciais, conforme o Decreto nº 12.456/2025; Jornalismo não está na lista de cursos com oferta EaD vedada, portanto a modalidade é autorizada.
Como ingressar e pagar menos
- •ENEM + SISU (vagas em instituições públicas federais e estaduais)
- •Vestibular próprio das instituições privadas
- •Processo seletivo com análise de portfólio ou redação em algumas IES
Há vagas pelo ProUni (bolsas integrais e parciais) e financiamento pelo FIES em instituições privadas participantes. Não há restrições que vetem Jornalismo desses programas — candidatos devem atender aos critérios de renda familiar e desempenho no ENEM. No Educabolsa, a taxa de ativação da bolsa garante o desconto negociado com a instituição parceira — não é mensalidade nem pagamento à faculdade.
- — O registro profissional de jornalista é obtido após a conclusão do curso, mediante solicitação ao Ministério do Trabalho e Previdência ou ao sindicato afiliado à FENAJ.
- — O curso não exige aprovação em exame de ordem para conclusão ou colação de grau — o diploma de bacharel é obtido ao integralizar o currículo.
- — Jornalismo pode ser ofertado nas modalidades presencial, semipresencial e a distância, conforme o Decreto nº 12.456/2025.
Regulamentação
O curso de Jornalismo é regido pelas Diretrizes Curriculares Nacionais instituídas pela Resolução CNE/CES nº 1, de 27 de setembro de 2013, que determina mínimo de 50% da carga horária total destinada à formação específica em jornalismo. A profissão é regulamentada pela Lei nº 7.084/1982, que estabelece o registro profissional junto ao Ministério do Trabalho e Previdência como requisito para o exercício da profissão. A carteira de identidade profissional é emitida pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). O Conselho Federal de Jornalismo (CFJ) e os Conselhos Regionais de Jornalismo (CRJ) orientam, disciplinam e supervisionam o exercício da profissão. Quanto às modalidades, o Decreto nº 12.456/2025 (Nova Política de EaD) não inclui Jornalismo entre os cursos de oferta exclusivamente presencial, sendo autorizada a oferta nas três modalidades.
Conselho: CFJ — Conselho Federal de Jornalismo (orienta, disciplina e supervisiona o exercício profissional); registro junto ao Ministério do Trabalho e Previdência com carteira emitida pela FENAJ
Resolução CNE/CES nº 1, de 27 de setembro de 2013 — DCN do curso de Jornalismo
Mitos e verdades
Mito
Jornalismo pode ser feito só por quem tem 'jeito' para escrever — técnica não se aprende.
A formação em jornalismo é baseada em técnicas sistematizadas de apuração, redação e edição que são ensinadas e praticadas ao longo do curso, inclusive com disciplinas específicas de laboratório e estágio supervisionado obrigatório.
Mito
Diploma de Jornalismo não é mais obrigatório para trabalhar na área.
O registro profissional de jornalista, regulado pela Lei nº 7.084/1982, é exigido para o exercício da profissão. O Supremo Tribunal Federal suspendeu a exigência do diploma para o exercício da profissão em 2009 (RE 511.961), mas o registro junto ao Ministério do Trabalho e a emissão da carteira profissional pela FENAJ continuam sendo a forma de reconhecimento formal da categoria.
Mito
Jornalismo é só para quem quer trabalhar em jornal impresso ou televisão.
As DCN (Resolução CNE/CES nº 1/2013) preveem formação em múltiplas plataformas: impresso, digital, rádio, audiovisual e assessoria de comunicação. O mercado de trabalho inclui portais de notícias, podcasts, canais digitais, agências de comunicação e produtoras de conteúdo.
Verdade
Jornalismo pode ser cursado a distância (EaD).
Correto. O Decreto nº 12.456/2025 não inclui Jornalismo entre os cursos de oferta exclusivamente presencial (como Medicina, Direito, Enfermagem, Odontologia e Psicologia), portanto a modalidade EaD é legalmente autorizada para este curso.
Perguntas frequentes
O que se estuda no curso de Jornalismo?
A grade integra formação específica em jornalismo (com no mínimo 50% da carga horária total, segundo as DCN), que cobre técnicas de reportagem, redação, apuração, edição e produção multiplataforma; fundamentos teóricos (história do jornalismo, teorias da comunicação); contexto ético e legal (ética jornalística, legislação de imprensa, direito da comunicação); tecnologia e linguagens (fotojornalismo, jornalismo audiovisual, jornalismo de dados, produção digital); e formação complementar com estágio supervisionado obrigatório.
Quanto tempo dura a graduação em Jornalismo?
O mínimo é de quatro anos (8 semestres), conforme as regulamentações de carga horária mínima para cursos de graduação e as Diretrizes Curriculares Nacionais (Resolução CNE/CES nº 1/2013). Algumas instituições estruturam o curso em até cinco anos, dependendo do projeto pedagógico e da carga horária total adotada.
Preciso de registro profissional para trabalhar como jornalista?
A profissão de jornalista é regulamentada pela Lei nº 7.084/1982, que prevê registro junto ao Ministério do Trabalho e Previdência. A carteira de identidade profissional do jornalista é emitida pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e funciona como documento de identidade válido em todo o território nacional. O Conselho Federal de Jornalismo (CFJ) e os Conselhos Regionais (CRJ) orientam e supervisionam o exercício da profissão.
Dá para fazer Jornalismo a distância (EaD)?
Sim. Ao contrário de Medicina, Direito, Enfermagem, Odontologia e Psicologia — que o Decreto nº 12.456/2025 restringe ao presencial —, Jornalismo não está na lista de cursos com oferta EaD vedada. Portanto, a modalidade a distância (com mínimo de atividades presenciais ou síncronas mediadas e provas presenciais exigidas pelo decreto) é legalmente autorizada. O mesmo vale para a oferta semipresencial.
Quais carreiras posso seguir com o bacharelado em Jornalismo?
O curso habilita para atuar como jornalista em redações, agências de notícias, portais digitais, emissoras de rádio e televisão, veículos especializados e assessorias de comunicação. A formação também abre espaço para a produção de conteúdo autoral (livros, reportagens literárias, roteiros), podendo o profissional atuar como escritor. O registro profissional de jornalista é obtido junto ao Ministério do Trabalho, via FENAJ.
Tem ProUni e FIES para Jornalismo?
Sim. Jornalismo não possui nenhuma restrição que o vete do ProUni (bolsas integrais e parciais) ou do FIES (financiamento estudantil) em instituições privadas participantes. Candidatos devem atender aos critérios de renda familiar e desempenho no ENEM exigidos por cada programa. No Educabolsa, a taxa de ativação da bolsa garante o desconto negociado com a faculdade parceira.
Qual a diferença entre Jornalismo e Comunicação Social?
Comunicação Social era a denominação guarda-chuva que reunia habilitações como Jornalismo, Publicidade e Propaganda, e Relações Públicas num único curso. Desde a Resolução CNE/CES nº 1/2013, Jornalismo passou a ter diretrizes curriculares próprias e a ser ofertado como curso específico e independente. Hoje, as IES podem oferecer Jornalismo como curso autônomo — o diploma conferido é de bacharel em Jornalismo, não em Comunicação Social.
Fontes
- Resolução CNE/CES nº 1/2013 — DCN do curso de Jornalismo (MEC/CNE)
- Lei nº 7.084/1982 — Regulamenta a profissão de jornalista (Planalto)
- Decreto nº 12.456/2025 — Nova Política de Educação a Distância (Planalto)
- Portal Único de Acesso ao Ensino Superior — ProUni e FIES (MEC)
- Diretrizes Curriculares Nacionais para Cursos de Graduação — MEC/CNE
- Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) — carteira profissional