O que você estuda
A grade integra um núcleo básico científico, um núcleo profissional e específico de Engenharia de Produção — cobrindo gestão da produção, logística, qualidade, pesquisa operacional, ergonomia e segurança do trabalho — além de atividades práticas e laboratoriais obrigatórias, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais de Engenharia (Resolução CNE/CES nº 2/2019).
Conteúdos básicos
Base científica e analítica necessária para modelar e resolver problemas de engenharia.
- Cálculo Diferencial e Integral
- Álgebra Linear
- Probabilidade e Estatística
- Física
- Química
- Programação e Algoritmos
- Expressão Gráfica
Gestão da produção e operações
Planejamento, controle e otimização dos sistemas produtivos de bens e serviços.
- Planejamento e Controle da Produção (PCP)
- Gestão de Estoques
- Lean Manufacturing
- Sistemas de Produção
- Arranjo Físico (Layout)
- Simulação de Sistemas
Pesquisa operacional e métodos quantitativos
Modelagem matemática para apoio à decisão e otimização de recursos.
- Pesquisa Operacional
- Programação Linear e Inteira
- Teoria das Filas
- Análise de Decisão
- Indicadores de Desempenho (KPIs)
Logística e cadeia de suprimentos
Fluxo de materiais, informações e produtos da origem ao consumidor final.
- Logística Empresarial
- Gestão da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain)
- Distribuição e Armazenagem
- Compras e Sourcing
- Logística Reversa
Qualidade, ergonomia e segurança
Garantia de conformidade dos produtos, condições de trabalho e gestão de riscos.
- Gestão da Qualidade Total (TQM)
- Controle Estatístico de Processo (CEP)
- Sistemas de Gestão ISO 9001
- Ergonomia
- Higiene e Segurança do Trabalho
- Manutenção Industrial
Gestão de projetos e engenharia de produto
Desenvolvimento e lançamento de produtos e gestão de projetos de melhoria.
- Gerenciamento de Projetos (PMBok/Scrum)
- Engenharia de Produto
- Gestão da Inovação
- Análise de Valor
- Design for Manufacturing (DFM)
Atividades práticas e trabalho de conclusão
Aplicação real das competências em ambiente produtivo e projeto final integrador.
- Estágio Supervisionado Obrigatório
- Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
- Atividades Complementares
Disciplinas-chave
- Pesquisa Operacional
- Planejamento e Controle da Produção
- Gestão da Qualidade
- Logística Empresarial
- Gestão da Cadeia de Suprimentos
- Ergonomia
- Gerenciamento de Projetos
- Simulação de Sistemas
- Gestão de Estoques
- Segurança do Trabalho
Saídas profissionais
Carreiras que esta graduação prepara — o salário vem de cada profissão (dados reais do mercado).
Engenheiro de Produção
→Atua em indústrias, empresas de serviços e consultorias após registro obrigatório no CREA da jurisdição e homologação no CONFEA — credencial necessária para assinar projetos e laudos como engenheiro responsável.
Salário médio R$ 11.148/mês
Gerente de Produto
→Lidera o ciclo de vida de produtos em empresas de tecnologia, bens de consumo ou manufatura; não exige registro de classe específico, sendo acessado por seleção direta em empresas, com formação em engenharia como diferencial reconhecido.
Salário médio R$ 10.879/mês
Gestor de Projetos
→Coordena projetos de implantação, melhoria ou expansão em qualquer setor; o acesso é por seleção direta em empresas, com certificações voluntárias como PMP (PMI) ou PSM (Scrum) valorizadas pelo mercado.
Salário médio R$ 11.500/mês
Gestor de Supply Chain
→Gerencia a cadeia de suprimentos — compras, estoques, logística e distribuição; cargo acessado por seleção direta em indústrias e varejistas, sem registro de conselho obrigatório para a função gerencial.
Salário médio R$ 10.409/mês
Modalidades
- PresencialPermitida
Modalidade plena: todas as aulas teóricas, atividades de laboratório, estágio supervisionado e defesa de TCC ocorrem presencialmente na instituição.
- SemipresencialPermitida
Autorizada pelo Decreto nº 12.456/2025: parte teórica pode ser cursada a distância; práticas de laboratório, estágio supervisionado e atividades síncronas obrigatórias ocorrem presencialmente.
- EaD (a distância)Não permitida
Vedado. O Decreto nº 12.456/2025 (Nova Política de EaD) proíbe a oferta integral a distância de cursos de Engenharia de Produção no Brasil.
Como ingressar e pagar menos
- •ENEM + SISU (vagas em universidades federais e estaduais com oferta do curso)
- •Vestibular próprio das instituições privadas
- •Notas de corte elevadas nas federais mais concorridas (ex.: USP, UNICAMP, UFRJ)
Engenharia de Produção participa do ProUni (bolsas integrais e parciais) e do FIES, sendo área prioritária: 70% das vagas por microrregião do FIES são destinadas a Saúde, Engenharia e Licenciaturas (Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, MEC). No Educabolsa, a taxa de ativação da bolsa garante o desconto negociado com a instituição parceira — não é mensalidade nem pagamento à faculdade.
- — O registro no CREA é obrigatório para o exercício legal da Engenharia de Produção — o diploma sozinho não habilita a assinar projetos ou laudos técnicos.
- — A modalidade EaD integral é vedada para Engenharia de Produção pelo Decreto nº 12.456/2025; o curso pode ser cursado presencialmente ou na modalidade semipresencial.
Regulamentação
A Engenharia de Produção é regida pelas Diretrizes Curriculares Nacionais de Engenharia (Resolução CNE/CES nº 2, de 24 de abril de 2019), com carga horária mínima de 3.600 a 4.000 horas e duração mínima de cinco anos (Resolução CNE/CES nº 2/2007). O exercício da profissão exige registro obrigatório no CREA da jurisdição e homologação junto ao CONFEA, que define as atribuições do Engenheiro de Produção. O Decreto nº 12.456/2025 veda a oferta EaD integral para o curso.
Conselho: CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) / CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia)
Resolução CNE/CES nº 2, de 24 de abril de 2019 — DCN dos Cursos de Engenharia
Mitos e verdades
Mito
Engenharia de Produção é só para quem quer trabalhar em fábrica.
O curso forma profissionais para otimizar sistemas de produção de bens e serviços — hospitais, bancos, empresas de tecnologia, varejo e logística são destinos frequentes além da indústria manufatureira.
Mito
Dá para fazer Engenharia de Produção totalmente a distância (EaD).
Não. O Decreto nº 12.456/2025 veda a oferta EaD integral para cursos de Engenharia de Produção. A modalidade semipresencial é permitida, com práticas e estágio presenciais obrigatórios.
Mito
O diploma já autoriza o exercício da profissão de engenheiro.
Não. O registro no CREA da jurisdição e a homologação no CONFEA são obrigatórios para assinar projetos, laudos e responsabilidades técnicas como Engenheiro de Produção.
Verdade
Engenharia de Produção é uma porta de entrada para carreiras de gestão e tecnologia.
A formação em métodos quantitativos, gestão de projetos e melhoria de processos é valorizada em consultorias, startups de tecnologia, empresas de e-commerce e funções de Product Management — setores que recrutam ativamente egressos do curso.
Perguntas frequentes
O que se estuda no curso de Engenharia de Produção?
A grade combina um núcleo básico científico (cálculo, física, programação, estatística) com um núcleo profissional de Engenharia de Produção: gestão da produção e operações, pesquisa operacional, logística e cadeia de suprimentos, gestão da qualidade, ergonomia, segurança do trabalho e gerenciamento de projetos. O curso fecha com estágio supervisionado obrigatório e TCC, conforme as DCN de Engenharia (Resolução CNE/CES nº 2/2019).
Quanto tempo dura a graduação em Engenharia de Produção?
Cinco anos (10 semestres), com carga horária mínima entre 3.600 e 4.000 horas, definida pela Resolução CNE/CES nº 2/2007. As DCN de Engenharia (Resolução CNE/CES nº 2/2019) estabelecem as competências esperadas ao final desse período.
Preciso me registrar no CREA para trabalhar como Engenheiro de Produção?
Sim, o registro no CREA da jurisdição e a homologação no CONFEA são obrigatórios para o exercício legal da profissão — especialmente para assinar projetos, laudos e assumir responsabilidades técnicas. Funções de gestão em empresas privadas (gestor de projetos, supply chain) podem ser exercidas sem registro de conselho, mas o título de engenheiro responsável técnico exige o CREA.
Dá para fazer Engenharia de Produção a distância (EaD)?
Não na modalidade EaD integral. O Decreto nº 12.456/2025 (Nova Política de EaD) proíbe a oferta totalmente a distância para cursos de Engenharia de Produção. A modalidade semipresencial é permitida: parte do conteúdo teórico pode ser cursada a distância, mas práticas de laboratório, estágio supervisionado e atividades síncronas obrigatórias ocorrem presencialmente.
Quais carreiras posso seguir com Engenharia de Produção?
O egresso pode atuar como Engenheiro de Produção (com registro CREA/CONFEA), Gerente de Produto, Gestor de Projetos ou Gestor de Supply Chain. O curso também é ponto de entrada para consultorias de gestão, empresas de tecnologia e startups, pelas competências em análise de dados, processos e gestão.
Tem ProUni e FIES para Engenharia de Produção?
Sim. Engenharia de Produção é área prioritária no FIES — Engenharia está entre as áreas que recebem 70% das vagas por microrregião, junto com Saúde e Licenciaturas (Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, MEC). O ProUni oferece bolsas integrais e parciais para o curso em instituições privadas participantes.
Engenharia de Produção tem muita matemática?
Sim. Cálculo Diferencial e Integral, Álgebra Linear, Probabilidade e Estatística e Pesquisa Operacional são disciplinas estruturantes do curso. A matemática é aplicada à modelagem e otimização de sistemas produtivos — quem tem facilidade com raciocínio quantitativo e lógico se adapta melhor à formação.
Fontes
- Resolução CNE/CES nº 2/2019 — DCN dos Cursos de Engenharia (DOU/In.gov.br)
- Resolução CNE/CES nº 2/2007 — Carga Horária Mínima dos Cursos de Graduação (MEC)
- Decreto nº 12.456/2025 — Nova Política de Educação a Distância (Planalto)
- CONFEA — Registro de Profissional Diplomado no País
- Portal Único de Acesso ao Ensino Superior — ProUni e FIES (MEC)
- Diretrizes Curriculares Nacionais — Cursos de Graduação (MEC/CNE)