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O que faz um(a) Engenheiro(a) Elétrico(a)?

Também conhecido como: Engenheiro(a) Eletricista, Electrical Engineer

Em 1 minuto

Profissional registrado no CREA para projetar, instalar, operar e manter sistemas elétricos de potência, automação, eletrônica e energias renováveis em ambientes industriais, comerciais e de infraestrutura. Assina laudos, projetos e ARTs (Anotações de Responsabilidade Técnica) com responsabilidade legal.

O que faz um(a) Engenheiro(a) Elétrico(a)

Principais responsabilidades

  • Elaborar e assinar projetos de instalações elétricas, sistemas de distribuição e automação
  • Emitir Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao CREA
  • Dimensionar equipamentos, condutores e sistemas de proteção elétrica
  • Supervisionar obras e manutenção de subestações e redes elétricas
  • Analisar eficiência energética e propor melhorias em plantas industriais
  • Comissionar sistemas de automação e controle de processos

Entregáveis típicos

Projetos elétricos (unifilares, diagramas de automação)Laudos técnicos e pareceres de vistoriaARTs registradas no CREARelatórios de comissionamento e eficiência energéticaEspecificações técnicas de equipamentos

Áreas de atuação e setores

Geração, Transmissão e Distribuição de Energia ElétricaInstalações Elétricas (construção civil e industrial)Automação e Controle IndustrialEletrônica e TelecomunicaçõesEnergias Renováveis (solar, eólica, hidrelétrica)Instrumentação e MediçãoMobilidade Elétrica e Veículos EletrificadosEficiência Energética e Mercado Livre de Energia

Onde se trabalha

Geradoras e Distribuidoras de EnergiaIndústria (máquinas e equipamentos elétricos)Construção CivilTelecomunicaçõesData Centers e Infraestrutura DigitalAgronegócio e SaneamentoServiços de Manutenção Industrial

Formação e requisitos

Graduação
Bacharelado em Engenharia Elétrica
Duração
5 anos
Modalidade
Predominantemente presencial (5 anos); modalidade EAD admitida em 4 anos, conforme DCNs. Estágio supervisionado e atividades complementares obrigatórios.
Exigência legal
Registro obrigatório no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) da jurisdição de atuação, nos termos da Lei nº 5.194/1966, que reserva exclusivamente aos profissionais registrados as denominações de Engenheiro Elétrico ou Eletricista. O exercício sem registro configura prática ilegal da profissão.

Certificações relevantes

  • NR-10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade · Cursos credenciados pelo MTEAlta
  • NR-10 SEP – Sistemas Elétricos de Potência · Cursos credenciados pelo MTEAlta
  • Certified Energy Manager (CEM) · AEE – Association of Energy EngineersMédia
  • Especialização em Engenharia Elétrica (lato sensu) · Universidades federais e estaduais (UFMG, USP, UNICAMP, UFRGS)Média

Habilidades essenciais

Técnicas

  • Circuitos elétricos e análise de sistemas de potência
  • Projeto de instalações elétricas (NBR 5410 / NBR 14039)
  • Automação industrial (CLP, SCADA, DCS)
  • Sistemas de energias renováveis (fotovoltaico, eólico)
  • Eficiência energética e mercado livre de energia
  • Softwares de simulação elétrica (AutoCAD Electrical, ETAP, PSCAD)

Comportamentais

  • Raciocínio analítico e resolução de problemas
  • Comunicação técnica para equipes multidisciplinares
  • Gestão de projetos e cumprimento de prazos
  • Atenção a normas de segurança
  • Responsabilidade técnica e ética profissional

Ferramentas

  • AutoCAD Electrical / EPLAN
  • ETAP / PSCAD
  • MATLAB / Simulink
  • CLPs
  • SCADA / HMI
  • Software de eficiência energética

Trajetória de carreira

  1. 1
    Jr
    Júnior
    0–3 anos

    Dimensionamentos básicos, execução de projetos sob supervisão, aprendizado de normas e ferramentas

  2. 2
    Pl
    Pleno
    3–7 anos

    Condução autônoma de projetos, emissão de ARTs, liderança de pequenas equipes de campo

  3. 3
    Sr
    Sênior
    7–12 anos

    Projetos complexos (subestações, plantas industriais, parques eólicos/solares), mentoria técnica

  4. 4
    Lead
    Coordenador(a) / Gerente
    12+ anos

    Gestão de portfólio de projetos, interface com clientes estratégicos, liderança de times técnicos

JúniorPlenoSêniorCoordenador(a)

Especialista Técnico

  • Potência → Subestações e linhas de transmissão → Planejamento de sistemas elétricos
  • Automação → CLP/SCADA → Indústria 4.0 e gêmeos digitais
  • Renováveis → Projetos fotovoltaicos → Armazenamento de energia (baterias)

Gestão e Negócios

  • Coordenação de projetos → Gerência de engenharia → Diretoria técnica
  • Consultoria em mercado livre de energia
  • Empreendedorismo em integradora solar ou empresa de eficiência energética

Quanto ganha um(a) Engenheiro(a) Elétrico(a)

NívelSalário médio (mês)Experiência
JúniorR$ 5.667Estimado pelo percentil 25 (CAGED)
PlenoR$ 10.812Estimado pela mediana (CAGED)
SêniorR$ 15.546Estimado pelo percentil 90 (CAGED)

Média geral: R$ 11.071/mês · Fonte: Novo CAGED / Ministério do Trabalho e Emprego (microdados) · Coleta: 2026-04

  • Médias salariais de admissão (salário de contratação), 2025-06 a 2026-04.
  • Valores ponderados por nº de registros; faixas estimadas por percentis.
  • Engenheiro eletricista

Evolução salarial por estado (últimos 11 meses)

R$ 11kR$ 20kR$ 28kR$ 37kjun/25nov/25abr/26
SPRJMGRSPR

Mercado e tendências

Crescimento anual
Crescimento acima da média das engenharias, impulsionado por energias renováveis e eletrificação industrial
Vagas ativas
Demanda contínua; setor de renováveis e data centers com déficit de profissionais qualificados
Tendência salarial
-8.6%(2025-06→2026-04)
  • Expansão acelerada de energias renováveis (solar e eólica) gera demanda persistente por engenheiros elétricos qualificados
  • Data centers e hiperescalas demandam projetos de média tensão e sistemas de backup — nicho com escassez de profissionais
  • Mercado livre de energia (CCEE) amplia oportunidades em consultoria e gestão energética para indústrias
  • NR-10 (segurança elétrica) e habilitação em SEP são diferenciais quase obrigatórios para vagas de manutenção industrial
  • Mobilidade elétrica (carregadores, frotas) e agro eletrificado abrem frentes emergentes a partir de 2025

Tendências para os próximos anos

Expansão de parques solares e eólicos onshore e offshore exigirá engenheiros elétricos especializados em geração e conexão à rede
Eletrificação da mobilidade urbana (ônibus elétricos, infraestrutura de recarga) cria frente emergente de projetos
Data centers de hiperescala e edge computing demandam projetos de média tensão e sistemas de energia ininterrupta (UPS/DRUPS)
Automação industrial e Indústria 4.0 (gêmeos digitais, IIoT) ampliam a fronteira entre engenharia elétrica e computação
Mercado livre de energia (CCEE) e eficiência energética (ISO 50001) crescem como nicho de consultoria de alto valor agregado

Mitos e verdades

Mito

Engenheiro Elétrico só trabalha em distribuidoras de energia

A área de atuação abrange automação industrial, eletrônica, energias renováveis, data centers, construção civil, telecomunicações e mobilidade elétrica, entre outras.

Mito

O curso pode ser feito 100% EaD em 4 anos sem diferença para o mercado

A modalidade EaD é regulamentada, mas as DCNs exigem estágio supervisionado e práticas laboratoriais. Empresas de projetos e obras exigem vivência técnica presencial no processo seletivo.

Verdade

O registro no CREA é obrigatório para assinar projetos e laudos

A Lei nº 5.194/1966 reserva aos profissionais registrados a responsabilidade técnica por projetos elétricos. Atuar sem CREA configura exercício ilegal da profissão.

Verdade

Energias renováveis são a frente de maior crescimento de vagas

O Brasil é um dos maiores mercados mundiais de energia solar e eólica, gerando demanda crescente por engenheiros elétricos especializados em geração distribuída e transmissão.

Como começar

  1. 1Cursar Engenharia Elétrica (5 anos presencial) e realizar estágio em área de interesse
  2. 2Realizar o cadastro no CREA assim que colado o grau (habilitação profissional)
  3. 3Escolher especialização inicial: potência, automação, energias renováveis ou eletrônica
  4. 4Obter certificação NR-10 (segurança em instalações elétricas) — exigida na maioria dos empregos
  5. 5Construir portfólio de projetos (memorial descritivo + unifilares) e publicar no LinkedIn
  6. 6Ingressar em comissões técnicas da ABNT ou grupos do CREA/CONFEA para networking

Quem já trabalha na área

Logo após me registrar no CREA, ingressei em uma integradora solar. A formação em circuitos e sistemas de potência foi essencial, mas foi a certificação NR-10 que abriu as portas para o campo. Em dois anos já assinei minhas primeiras ARTs em projetos fotovoltaicos industriais.
Lucas FerreiraEngenheiro Elétrico Júnior · Campinas-SP
Escolhi a área de automação industrial e nunca me arrependi. Trabalho com CLPs e SCADA em uma montadora e o mercado de Indústria 4.0 cresce rápido. Quem domina programação de controladores e tem boa base elétrica está muito bem posicionado para o futuro.
Renata SouzaEngenheira Elétrica Plena – Automação · Betim-MG
Passei os primeiros cinco anos em projetos de distribuição e depois migrei para o mercado livre de energia. A combinação de base técnica sólida em sistemas elétricos com entendimento do mercado (CCEE, contratos) é extremamente rara e bem remunerada. Recomendo essa trilha para quem quer diferenciais de carreira.
Carlos Eduardo LopesEngenheiro Sênior de Sistemas de Potência · Porto Alegre-RS

Perguntas frequentes

O que faz um(a) Engenheiro(a) Elétrico(a) no dia a dia?

Projeta e assina instalações elétricas industriais, comerciais e de infraestrutura; dimensiona equipamentos e sistemas de proteção; supervisiona obras e manutenção de subestações; emite ARTs junto ao CREA; analisa eficiência energética; e comissiona sistemas de automação. O trabalho combina escritório (projetos, simulações) com campo (vistoria, comissionamento).

Quanto ganha um(a) Engenheiro(a) Elétrico(a) (início/média/sênior)?

De acordo com microdados do Novo CAGED/MTE (referência abril/2026): Júnior R$ 5.667, Pleno R$ 10.812 e Sênior R$ 15.546. A média geral é de R$ 11.071. Setores de energia, data centers e grandes indústrias tendem a remunerar acima da média, especialmente com participação nos lucros.

É obrigatório ter registro no CREA para exercer a profissão?

Sim. A Lei nº 5.194/1966 estabelece que apenas profissionais registrados no CREA podem utilizar as denominações de Engenheiro Elétrico ou Eletricista e assinar ARTs. Exercer a profissão sem registro é vedado por lei. O registro é feito após a colação de grau na graduação.

Engenharia Elétrica tem boa empregabilidade? Quais setores contratam mais?

Sim. A expansão das energias renováveis (solar e eólica), o crescimento de data centers, a eletrificação da indústria e da mobilidade urbana sustentam demanda crescente. Os setores que mais contratam em 2025-2026 são: geração e distribuição de energia, indústria de máquinas elétricas, construção civil de grande porte, telecomunicações e infraestrutura digital.

Quais certificações e especializações são mais valorizadas?

NR-10 (segurança em instalações elétricas) é quase obrigatória para vagas industriais e de campo. NR-10 SEP (Sistemas Elétricos de Potência) é exigida em subestações. Especializações em energias renováveis (ABSOLAR), automação industrial (Siemens, Rockwell) e eficiência energética (ISO 50001) são diferenciais relevantes no mercado atual.

Fontes

Última revisão: 2026-06-02

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