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O que faz um(a) Economista?

Também conhecido como: Economist, Analista Econômico, Consultor Econômico

Em 1 minuto

Profissional habilitado(a) pelo CORECON para analisar fenômenos econômicos, elaborar estudos de viabilidade, formular projeções e subsidiar decisões estratégicas em empresas, bancos, governo e organismos de pesquisa. Atua desde a análise de indicadores macroeconômicos até o planejamento financeiro de projetos de investimento.

O que faz um(a) Economista

Principais responsabilidades

  • Analisar indicadores macroeconômicos (inflação, câmbio, juros, PIB) e elaborar relatórios de conjuntura
  • Desenvolver modelos econométricos e projeções de cenários
  • Elaborar estudos de viabilidade econômico-financeira de projetos
  • Assessorar na formulação de políticas públicas e estratégias corporativas
  • Acompanhar legislação econômica, tributária e regulatória
  • Gerir riscos de mercado, crédito e liquidez em instituições financeiras

Entregáveis típicos

Relatórios de conjuntura e análise macroeconômicaModelos e projeções econométricasEstudos de viabilidade econômico-financeiraPareceres e laudos econômicosPlanos de negócios e planejamento orçamentárioNotas técnicas para políticas públicas

Áreas de atuação e setores

Política Monetária e FiscalAnálise de Conjuntura EconômicaFinanças e Mercado de CapitaisPlanejamento Estratégico CorporativoPesquisa Econômica AplicadaComércio Exterior e Relações InternacionaisGestão de Risco e Análise de CenáriosRegulação e Políticas PúblicasConsultoria Econômica e de Viabilidade

Onde se trabalha

Sistema Financeiro Nacional (bancos, corretoras, asset managers)Administração Pública (Banco Central, Ministérios, Tesouro Nacional)Empresas Privadas (planejamento, orçamento, análise de mercado)Consultorias e Think TanksPesquisa e Academia

Formação e requisitos

Graduação
Bacharelado em Ciências Econômicas (Economia)
Duração
4 anos
Modalidade
Presencial e EAD; estágio supervisionado obrigatório conforme diretrizes curriculares do MEC/CNE.
Exigência legal
Registro obrigatório no Conselho Regional de Economia (CORECON) para exercer a profissão. Exige diploma de bacharel em Ciências Econômicas reconhecido pelo MEC, conforme a Lei nº 1.411/1951 e o Decreto nº 31.794/1952.

Certificações relevantes

  • CFA — Chartered Financial Analyst · CFA InstituteAlta
  • CFP — Certified Financial Planner · CFP Board / PLANEJAR (Brasil)Alta
  • Especialização em Economia Aplicada / Finanças · FGV / Insper / USPAlta
  • Certificação em Análise de Dados com Python/R · Datacamp / Coursera / UdemyMédia

Habilidades essenciais

Técnicas

  • Econometria e modelagem quantitativa
  • Análise macroeconômica
  • Finanças corporativas e mercado de capitais
  • Estatística aplicada e análise de dados
  • Elaboração de estudos de viabilidade
  • Comércio exterior e câmbio

Comportamentais

  • Pensamento analítico e crítico
  • Comunicação escrita e oral para públicos técnicos e não técnicos
  • Capacidade de síntese e argumentação
  • Ética profissional e sigilo
  • Gestão de prazos em cenários de alta volatilidade

Ferramentas

  • R e Python
  • Excel avançado e Power BI
  • Stata / EViews
  • Bloomberg / Reuters Eikon
  • SIDRA/IBGE, SGS/Banco Central
  • SIAFI/SIOPE

Trajetória de carreira

  1. 1
    Jr
    Júnior
    0–2 anos

    Coleta e tratamento de dados, elaboração de relatórios de conjuntura supervisionados

  2. 2
    Pl
    Pleno
    2–5 anos

    Modelos econométricos autônomos, projeções de cenários e assessoria a gestores

  3. 3
    Sr
    Sênior
    5–10 anos

    Coordenação de estudos complexos, interlocução com clientes/governo, nicho especializado

  4. 4
    Lead
    Gerente/Chefe Econômico
    10+ anos

    Direção de equipes, definição de metodologia, representação institucional

JúniorPlenoSêniorGerente/Diretor

Mercado Financeiro

  • Análise econômica → Research de investimentos → Estrategista-chefe
  • Gestão de risco → Risk Manager → CRO
  • Tesouraria bancária → Trader/Desk Head

Setor Público e Regulação

  • Analista em órgão público (Banco Central, BNDES, IPEA) → Especialista → Coordenador
  • Concurso para carreira de Estado (Auditor-Fiscal, AFRE, Analista de Planejamento)
  • Formulação de políticas públicas → Assessoria ministerial

Consultoria e Academia

  • Consultor Júnior → Sênior → Sócio em consultoria econômica
  • Pós-graduação (Mestrado/Doutorado) → Pesquisador → Docente universitário
  • Think tank e organismos internacionais (FMI, BID, Banco Mundial)

Quanto ganha um(a) Economista

NívelSalário médio (mês)Experiência
JúniorR$ 3.299Estimado pelo percentil 25 (CAGED)
PlenoR$ 4.302Estimado pela mediana (CAGED)
SêniorR$ 9.183Estimado pelo percentil 90 (CAGED)

Média geral: R$ 5.583/mês · Fonte: Novo CAGED / Ministério do Trabalho e Emprego (microdados) · Coleta: 2026-04

  • Médias salariais de admissão (salário de contratação), 2025-06 a 2026-04.
  • Valores ponderados por nº de registros; faixas estimadas por percentis.
  • Familia economista

Evolução salarial por estado (últimos 11 meses)

R$ 5kR$ 7kR$ 9kR$ 11kjun/25nov/25abr/26
SPRJMGRSPR

Mercado e tendências

Crescimento anual
Crescimento moderado, impulsionado pela expansão do mercado financeiro, agenda ESG e digitalização da economia
Vagas ativas
Demanda consistente no setor financeiro, consultorias e órgãos públicos; aquecida em análise de dados econômicos
Tendência salarial
-7.4%(2025-06→2026-04)
  • Demanda crescente por economistas com competências em ciência de dados e modelagem quantitativa no setor financeiro
  • Expansão da agenda ESG e de finanças sustentáveis cria novas frentes de atuação em análise de impacto econômico-ambiental
  • Mercado de capitais brasileiro em expansão (B3) eleva a procura por analistas de research e gestores de risco
  • Setor público continua absorvendo economistas via concurso em órgãos como Banco Central, BNDES, Receita Federal e IPEA

Tendências para os próximos anos

Crescimento da demanda por economistas com domínio em ciência de dados e inteligência artificial aplicada à análise econômica
Expansão da agenda ESG e de finanças climáticas cria novas especialidades em impacto econômico-ambiental
Mercado de capitais e fintechs ampliam oportunidades em research, gestão de risco e estruturação de produtos financeiros
Concursos públicos para carreiras de Estado (Banco Central, Receita Federal, BNDES) mantêm alta competitividade e remuneração atrativa
Organismos internacionais (FMI, BID, Banco Mundial) demandam crescentemente economistas brasileiros com pós-graduação no exterior

Mitos e verdades

Mito

Economista só trabalha no governo ou em banco

A profissão abrange consultoria empresarial, comércio exterior, setor de energia, agronegócio, startups e academia, entre outras frentes igualmente relevantes.

Mito

Economista e Administrador fazem a mesma coisa

O economista foca em análise e modelagem de fenômenos econômicos e elaboração de políticas; o administrador foca na gestão e operação de organizações. As carreiras se complementam, mas têm escopos distintos.

Verdade

O registro no CORECON é obrigatório para exercer a profissão

A Lei nº 1.411/1951 exige registro no Conselho Regional de Economia (CORECON) do estado de atuação como requisito para o exercício legal da profissão.

Mito

Economia é um curso puramente teórico, sem aplicação prática

A formação inclui econometria, análise de dados, elaboração de projetos e estágio supervisionado, habilitando o profissional para aplicações diretas no mercado de trabalho.

Como começar

  1. 1Concluir o bacharelado em Ciências Econômicas (4 anos) e registrar-se no CORECON do estado de atuação
  2. 2Escolher 1–2 áreas de foco (macro, finanças, setor público, comércio exterior) ainda na graduação
  3. 3Desenvolver projetos de análise econômica com dados públicos (IBGE, Banco Central) para construir portfólio
  4. 4Dominar pelo menos uma linguagem de análise de dados (Python ou R) além do Excel
  5. 5Buscar estágio em banco, consultoria ou órgão público para ganhar experiência prática
  6. 6Networking via CORECON (comissões temáticas) e associações como a ANPEC

Quem já trabalha na área

Entrei no banco logo após me formar e registrar no CORECON-SP. O diferencial foi ter aprendido Python ainda na faculdade e ter um portfólio com análises de séries temporais do Banco Central. Hoje faço research de renda fixa e aprendo algo novo a cada semana.
Beatriz CarvalhoEconomista Júnior — Banco de Investimento · São Paulo-SP
Passei pela academia (mestrado na UnB) antes de migrar para consultoria. A formação quantitativa foi fundamental para estruturar modelos de impacto econômico para clientes do setor de infraestrutura. A profissão exige rigor, mas abre portas em praticamente todos os setores da economia.
Rodrigo MendesEconomista Sênior — Consultoria Econômica · Brasília-DF
Prestei concurso para a Secretaria de Fazenda do Paraná três anos após me formar. O registro no CORECON e o foco em finanças públicas durante a graduação foram decisivos. Hoje trabalho com análise de receita tributária e gosto muito da estabilidade e do impacto que o trabalho gera para a sociedade.
Camila SouzaAnalista Econômica — Secretaria de Fazenda · Curitiba-PR

Perguntas frequentes

O que faz um(a) Economista no dia a dia?

Analisa indicadores econômicos (inflação, câmbio, juros, PIB), elabora relatórios de conjuntura, desenvolve modelos econométricos, elabora estudos de viabilidade de projetos e assessora gestores em decisões estratégicas. O trabalho varia conforme o setor: no mercado financeiro, o foco é research e gestão de risco; no governo, políticas públicas e análise fiscal; em empresas, planejamento e orçamento.

Quanto ganha um(a) Economista (início/média/sênior)?

Pelos microdados do Novo CAGED/MTE (abril/2026): Júnior R$ 3.299 (percentil 25), Pleno R$ 4.302 (mediana) e Sênior R$ 9.183 (percentil 90). A média geral é de R$ 5.549. Economistas em bancos de grande porte, no Banco Central ou em consultorias de primeira linha tendem a superar esses valores significativamente.

O registro no CORECON é obrigatório?

Sim. A Lei nº 1.411, de 13 de Agosto de 1951, exige que o economista possua diploma de bacharel em Ciências Econômicas reconhecido pelo MEC e registro ativo no Conselho Regional de Economia (CORECON) do estado onde atua. Sem registro, o exercício da profissão é irregular.

Quais especializações e certificações são mais valorizadas?

No mercado financeiro, certificações CFA (CFA Institute) e CFP são diferenciais relevantes. Para análise de dados, cursos avançados em Python, R e Econometria aplicada se destacam. Pós-graduação em Finanças, Economia Aplicada ou Políticas Públicas (FGV, Insper, USP) amplia significativamente as oportunidades. Na área pública, concursos para carreiras de Estado (Banco Central, AFRE, EPPGG) exigem preparação específica.

É possível trabalhar remotamente como Economista?

Sim, especialmente em análise econômica, research, consultoria e elaboração de relatórios. Funções voltadas a dados e modelagem têm alta aderência ao trabalho remoto ou híbrido. Cargos em bancos e órgãos públicos tendem a ser mais presenciais, mas o setor de consultoria e análise independente tem elevada flexibilidade de localização.

Fontes

Última revisão: 2026-06-02

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